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Programa para a Conservação do Lobo-guará – Lobos do Pardo


Equipe Responsável


Equipe responsável

Coordenador e responsável técnico: Rogério Cunha de Paula
Coordenador e responsável executivo: Ricardo Luiz Pires Boulhosa
Equipe Executora: Ricardo Luiz Pires Boulhosa / Jean Pierre Santos / Flávia Fiori / Adriano Gambarini

Descrição

O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o maior canídeo da América do Sul está listado como vulnerável no estado de São Paulo e na maioria das unidades federativas em que ocorre, mesma classificação indicada pela lista nacional. Como todo carnívoro de grande porte está sujeito a uma grande diversidade de ameaças a suas populações. Conhecer estas ameaças e aproximar as comunidades locais à conservação de espécies ameaçadas é a estratégia mais viável para se obter sucesso na redução de ameaças e promover a manutenção de populações silvestres a longo prazo.

Uma das questões essenciais à conservação é entender como as alterações da paisagem, decorrentes do processo de desenvolvimento através da expansão urbana e da agropecuária, afetam a diversidade biológica. Enquanto algumas espécies são mais sensíveis aos impactos humanos sobre seus habitats naturais, outras se favorecem com o processo antrópico (Quigley e Crawshaw 1992, Silva 1999, Crooks 2002, Mazzolli et al. 2002, Ranvaud e Bucher 2006, Ferraz et al. 2007, Palmeira et al. 2008). Compreender a relação entre condições ambientais e distribuição potencial de espécies é fundamental para a elaboração de estratégias adequadas para a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas.

Este projeto especificamente constitui o Programa para a Conservação do Lobo-Guará, dentro da estrutura do Centro Nacional de Pesquisa de Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), um centro especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O programa é parte de uma avaliação multidisciplinar e de longo prazo que vem sendo realizada desde 2004. Apesar do aumento de informações sobre a espécie nos últimos anos, que permitem traçar novas estratégias de conservação, é a primeira vez que será amostrada sistematicamente uma área além do sudoeste de Minas Gerais utilizando as mesmas metodologias dentro desse programa.

Os objetivos propostos neste projeto atendem parte das lacunas apresentadas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Canídeos Silvestres, que substituiu o PAN Lobo-guará (encerrado em 2016). Assim, a implementação do documento se faz imprescindível para a conservação desta espécie e o projeto está alinhado com as estratégias oficiais de conservação da espécie.

O projeto é́ realizado no setor nordeste do estado de São Paulo tendo como referência a bacia hidrográfica do Rio Grande; especificamente é́ realizado nas sub-bacias do Baixo Pardo, Sapucaí, Pardo e do Mogi-Guaçu (na Bacia do Rio Pardo), limitadas pelos municípios de influência da UHE Limoeiro, UHE Euclides da Cunha e UHE Caconde (São José do Rio Pardo, Mococa, Caconde no estado de São Paulo e Botelhos e Poços de Caldas no estado de Minas Gerais) e a PCH Mogi-Guaçu (Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim e Itapira no estado de São Paulo) sob concessão da empresa do setor energético AES Tietê.

O projeto tem por objetivo geral avaliar as ameaças à sobrevivência do lobo-guará no nordeste de São Paulo, a fim de direcionar estratégias para à conservação e manejo da espécie nas áreas de influência direta e indireta das UHEs sob gestão da AES Tietê.



Para maiores informações visite o site do projeto http://