O Instituto
Pró-Carnívoros

O Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais – Pró-Carnívoros é uma associação civil, de direito privado, não governamental e sem fins lucrativos. Foi fundada no Brasil em 1996, está sediada em Atibaia - SP e tem projetos a campo em diversos pontos do país. Clique para saber mais

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Gato-macambira
(Leopardus tigrinus)

Gato-macambira (Leopardus tigrinus)

Nome comum em Inglês: Northern tiger cat
Nome científico: Leopardus tigrinus
Nome/s comum em Português: Gato-maracajá, Maracajá-í, Gato-maracajá-mirim, Pintadinho

Informações gerais (valores médios com mínima e máxima em parênteses)


Comprimento do corpo (cm): (38-59)1  Cauda (cm):  (20-42) 1
Dieta: Carnívora
Peso (kg): 1.8-3.5 1,3  Área de vida (km2): (0.9-17.4) 3
Número de filhotes: (1-4) 3 a Gestação (dias):(73-78)3
Longevidade (anos): 15-21
Estrutura social: Solitários
Padrão de atividade: Noturno e diurno/crepuscular


 

 

Descrição Física

É o segundo menor gato silvestre da América do Sul, com tamanho semelhante ao de um gato doméstico. A pelagem tem a coloração básica que varia do amarelo pálido para o levemente ocre, com rosetas pequenas e incompletas. O melanismo é comum na espécie. O gato-macambira tem uma estrutura corpórea leve, aparentando frequentemente ter o corpo, as pernas e a cauda delgados. A pelagem mais pálida na barriga é coberta com pintas escuras. As orelhas são pretas na porção posterior, com uma mancha central branca. A cauda equivale a 60% do comprimento da cabeça e corpo. Os pelos são todos voltados para trás, inclusive os da cabeça e nuca.

 

Ecologia e Habitat

Ocorre no norte e nordeste do Brasil, e também nas Guianas e Venezuela, ocupando geralmente ambientes variados, desde áreas mais abertas àquelas com vegetação densa (Oliveira et al 2013). Trigo et al (2013), através de análises moleculares, identificou diferenças entre as populações de Leopardus tigrinus do norte/nordeste (L. t. tigrinus) e sul/sudeste (L. t. guttulus) do Brasil.

Assim como ocorre com os demais gatos pequenos, é um animal pouco estudado. Os dados existentes demonstram ser um animal solitário, de hábitos diurnos e noturnos que se alimenta de pequenos roedores, lagartos e pequenas aves (Wang 2002).

 

Ameaças e Conservação

A caça para o comércio de peles e a destruição das florestas são as principais causas de ameaça para essa espécie. Populações estão seriamente fragmentadas, sendo severamente reduzidas pela conversão do habitat natural para plantações e pastagens (de Oliveira et al. 2008). Além disso, o pequeno conhecimento sobre a biologia desta espécie, limita a possibilidade da atuação em estratégias de conservação eficientes. É classificado pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) como espécie vulnerável e pelo IBAMA, como ameaçado de extinção.

 

 

Links Online

IUCN redlist (http://www.iucnredlist.org) apresenta uma síntese dos conhecimentos atuais sobre a distribuição e estado de conservação.

IUCN Cat Specialist Group (grupo de especialistas dos gatos):

http://www.catsg.org/catsgportal/20_catsg-website/home/index_en.htm

IUCN Cat Specialist Group species accounts (descrições das espécies de felinos selvagens):

http://www.catsg.org/index.php?id=91

 

Referências

  1. Emmons, L. H., & Feer, F. (1997). Neotropical rainforest mammals: a field guide. Chicago: University of Chicago Press.

  2. Wang, E. (2002). Diets of ocelots (Leopardus pardalis), margays (L. wiedii), and oncillas (L. tigrinus) in the Atlantic rainforest in southeast Brazil. Studies on Neotropical Fauna and Environment, 37, 207-212.

  3. de Oliveira, T. G., & Cassaro, K. (2005). Guia de Campo dos Felinos do Brasil. São Paulo, SP: Instituto Pró-Carnívoros/Fundação Parque Zoológico de São Paulo/SZB/Pró-Vida Brasil.

  4. de Oliveira, T. G., Tortato, M. A., Silveira, L., Kasper, C. B., Mazim, F. D., Lucherini, M., Jácomo, A. T. A., Soares, J. B. G., Marques, R. V., & Sunquist, M. E. (2010). Ocelot ecology and its effect on the small-felid guild in the lowland Neotropics. In D. W. Macdonald & A. Loveridge (Eds.), Biology and Conservation of Wild Felids (pp. 563-584). Oxford: Oxford University Press.

  5. de Oliveira, T., Eizirik, E., Schipper, J., Valderrama, C., Leite-Pitman, R., & Payan, E. (2008). Leopardus tigrinus. In: IUCN 2010. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2010.2. , <www.iucnredlist.org>, Downloaded on 10 July 2010.

  6. de Oliveira, T.; Tortato, M.; Almeida, L. B.; Campos, C. B. & Beisiegel, B. M. (2013). Avaliação do risco de extinção do Gato do mato Leopardus tigrinus (Schreber, 1775) no Brasil. Biodiversidade Brasileira, v.3, n.1, p. 56-65.

  7. Trigo T. C., Schneider A., de Oliveira T. G., Lehugeur L. M., Silveira L., Freitas T. R. O & Eizirik, E. 2013. Molecular data reveal complex hybridization and a cryptic species of Neotropical wild cat. Current Biology 23, 1-6.

  8. Nascimento, F. O. 2010. Revisão taxonômica do gênero Leopardus Gray, 1842 (Carnivora, Felidae). 366f. Tese (Doutorado em Ciências, Zoologia). Universidade de São Paulo. São Paulo.

  9. Cat Specialist Group – Cats – Americas – Northern tiger cat – http://www.catsg.org/index.php?id=91 – acesso em 30 de março de 2015.